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27/04/2013
Saudade
Add ** CECEU** em sábado, abril 27, 2013 0 comentários

Dizem que a saudade só abraça aquilo que importa, quando abrimos as nossas portas para hospedar uma emoção, um brilho de olhar que mexe o corpo da gente e traz para vida um jeito novo, diferente, quando não se cala o coração. A saudade se destila em nossas veias a cada dia, traz a dor, a agonia de sermos reféns de um ritmo sem freio nas estradas dos devaneios, onde perdemos a direção. É o indicio de que perdemos um pedaço e que em fragmentos somos jogados no vento em abraços na tentativa de substanciar o calor de outras mãos. Mãos que consomem nossas medidas e não deixam saídas, prendem, a boca surpreende, quer consumar o desejo, a distância, a força do beijo que traz de volta ao nosso leito a fúria que em fagulhas incendeiam a adormecida paixão. A saudade é a prova de que nossa essência impregna, se mistura, nos altera e reanima, e a substituição de pontos finais por vírgulas, é a mais íntima medida da falta nos momentos de solidão.
μαπclει διlνα
17/01/2011
Saudade
Add ** CECEU** em segunda-feira, janeiro 17, 2011 0 comentários
Saudade
Eu estou sentindo uma infinita saudade
vinda de não sei que infinito do mundo .
Uma saudade doída, que pede que eu fale,
chore, escreva, blasfeme
ou lhe dedique, apenas, um verso triste,
sem rima, sem métrica, sem forma ...
Um verso branco esmaecido pelo tempo,
com o incolor das grandes tristezas ...
E eu falo, choro, escrevo e blasfemo .
Não sei se justa ou injustamente,
não sei fazer versos brancos
para aliviar minha saudade,
como não sei contra quem devo blasfemar,
por isso, blasfemo a esmo ...
Olho em meu redor os que passam
com o semblante sem marca de saudade,
de revolta ou de tristeza.
Olho novamente e penso, e medito detidamente
e vejo que Deus me deu um coração
infinitamente sensível,
capaz de amar, sentir, sofrer e perdoar.
E o que fiz eu para merecer tanto ?
Reflito envergonhada e concluo
que seria ingrata, friamente ingrata,
se continuasse blasfemando infinitamente
contra não sei quem ...
Porque pior, bem pior
do que não sentir uma infinita saudade,
é ter o coração infinitamente deserto de ternura,
de afeto, de sensibilidade e da própria saudade ...
Maria Nascimento Santos Carvalho
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